08/03/2008 14:23:08 Quem é o monstro? Quem lê o título e a sinopse na capa do dvd não imagina que Monster é, na verdade, uma história de amor que não deu certo. Uma história como tantas outras, na qual a pessoa pela qual o personagem principal se apaixona acaba levando-o para o fundo do poço, como alguém que está se afogando e acaba atrapalhando o serviço do salva-vidas. Aileen Wuornos – Lee (Charlize Theron) – é uma prostituta com histórico de ter sofrido abuso sexual quando criança e cujos namorados (e alguns clientes) anteriores eram violentos. Ela acaba entrando em um bar gay, onde está Selby Wall (Christina Ricci, de Gasparzinho). As duas estabelecem uma amizade, que evolui para namoro. Lee encontra um cliente violento, que planejava estuprá-la e matá-la, mas consegue se libertar e atirar em seu freguês sádico, ficando por um tempo com o carro e seu dinheiro, possibilitando-lhe sonhar com um futuro melhor. Quando Selby resolve morar com Lee, a prostituta resolve procurar um emprego "decente", tendo as portas fechadas por não ter qualificação. As dificuldades financeiras fazem com que a garota de programa retorne às ruas. Dessa vez, no entanto, ela está disposta a se defender, mantendo a arma de seu primeiro agressor/vítima. Quando o segundo cliente lhe pede para chamá-lo de "papai", ela gela e parece reviver sua infância dolorosa, quando era estuprada pelo vizinho de sua família. E isso a faz cometer o segundo assassinato. Ao contrário do que acontece nos contos da Bela Adormecida e de Branca de Neve, nos quais o príncipe combate monstros e bruxas para libertar suas amadas. Lee sabe, no íntimo, que se for pega, não terá os louros da vitória nem a mão da princesa. No primeiro caso, o assassinato foi em legítima defesa e poderia ter parado aí, se ela tivesse entrado em contato com a polícia. Mas ela tomou uma atitude para tentar manter junto de si aquela que ela considerava o amor de sua vida, Selby. E continuou a fazê-lo tendo isso em mente, mas na verdade sofrendo o reflexo do que se convencionou chamar de estresse pós-traumático. A imagem de sua segunda vítima transando com crianças e, consequentemente, a violentando, levou-a a apontar o revólver para ele e atirar, e naquele momento, ela via não o cliente, mas o homem que abusou dela quando criança. Para cada cliente que demonstrava indícios de violência, ela dava o mesmo destino, mas como visto no filme, quando ele se comportava de maneira pacata, ela simplesmente fazia o programa. Quanto de nós não reagem de forma similar, seja contra os outros, seja contra nós mesmos, quando nos sentimos violentados, física ou moralmente? Apesar de Jesus ter nos trazido há dois mil anos o amor ao próximo e o perdão como fatores para nossa felicidade eterna, quantos se dispõem a praticá-los no íntimo? Quantos desses "monstros" criamos em nossos lares mesmo, usando os extremos do mimo, do sim para tudo que nossas crianças pedem, e o do abandono moral, físico, financeiro, levando as suas vítimas a sobreviverem da maneira que podem, estimulando a fuga de casa para evitar o espancamento dos pais para cair nas garras de outros grupos que os maltratam? Mas e quando uma dessas pessoas quer se levantar, se sentir digna, e a puxamos para baixo, porque sentimos fome e para nos saciarmos, o outro tem que voltar a fazer aquilo que sabe, e do que está tentando escapar – caso de Selby? Lee pretendia libertá-la de uma vida em que ela tinha que esconder quem era, para ser aceita pela família e pela sociedade, e acabou por encontrar outro cafetão, só que desta vez era ela, e não ele. A preocupação da tia de Selby quanto à namorada dela volta-se para a prostituta. Até que ponto esse amor estava fazendo bem a elas? Ou era apenas medo da solidão, que as duas viviam? Afinal, quem é o monstro da história? A assassina, pelos seus atos em si? Os homens mortos, pela maneira como tratam as prostitutas, pelas tendências sexuais, pelo desrespeito à instituição do casamento? Ou a parceira da criminosa, pela conivência pelos crimes praticados e os "benefícios" que eles traziam, incluindo a companhia de Lee, sem a necessidade de ouvir críticas pela sua opção sexual? Talvez o molestador que a traumatizou quando criança. Essa é uma malha na qual estão todos enredados, e que precisará de sabe-se lá quantas encarnações para que todos os envolvidos possam expiar suas faltas e ficar em paz consigo mesmos e com os outros. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
08/12/2007 11:57:19 MI:2 e a escala dos espíritos Reencontramos o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) em sua segunda aventura no cinema. Ele precisa evitar que um supervírus criado pela engenharia genética (Quimera) se espalhe pelo mundo e recuperar a vacina criada para detê-lo (Belerofonte), após um agente que é usado como seu dublê, Sean Ambrose (Dougray Scott) matar o cientista responsável pela criação de ambos. Para realizar essa missão, ele escala Luther (Ving Rhames, de Missão Impossível), um agente responsável pelo transporte e a ladra Nyah Hall (Thandie Newton), ex-namorada de Sean. Há, no enredo, várias nuances de caráter: Ambrose é colega de trabalho de Hunt. Entretanto, ele é o vilão da história, sendo responsável pela morte de todos os passageiros de um vôo comercial (entre 200 e 400 pessoas) e o mentor de um plano para soltar o mortífero vírus no meio de uma metrópole (Sidney, Austrália) para lucrar não só com a extorsão contra o laboratório farmacêutico que o produziu e à sua vacina, mas com a epidemia e a distribuição de Belerofonte. Temos Nyah, que é uma ladra e, numa observação simplista, deveria estar disposta a tudo para ganhar dinheiro. Mas ela se injeta o vírus para evitar que Ethan seja morto na invasão do laboratório pelos homens de Ambrose. Começa a contagem regressiva e a equipe tem apenas vinte horas para salvá-la. E temos o executivo John C. McCloy, responsável pelo desenvolvimento de Quimera e seu adversário, Belerofonte, disposto a usar sua empresa para ganhar dinheiro a qualquer custo. O filme Missão Impossível 2 oferece um painel (restrito, é claro) da escala espírita, no qual encontramos as pessoas dispostas a passar por cima de tudo e de todos para atingir seus objetivos (Ambrose e, em menor escala, McCloy) e que acabam por sofrer as consequências de seus atos. No caso de Nayah, ela é retratada como alguém que tem seus defeitos, mas que se descobre ter um bom coração, de alguém que não está disposto a matar para atingir seus objetivos, mesmo que isso custe sua vida. E, com seu gesto de altruísmo, acabou cobrindo com seu amor “a multidão de pecados” - limpou a ficha criminal dela. E, claro, temos o herói do filme, Ethan Hunt, um agente secreto com consciência, que reluta em pedir ao seu amor que aja como uma prostituta e evita ao máximo matar inocentes, como a segurança do laboratório farmacêutico. Mas que não reluta em matar os membros da quadrilha do vilão e trocar de lugar com o braço direito deste para pegar a vacina e tentar salvar a namorada. Como se vê, ainda muito longe da angelitude, mas percebemos no filme aqueles com maior tendência ao bem, como ao mal. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
22/09/2007 21:53:05 Do sofrimento à alegria Imagine uma cidade em outro plano de existência, onde uma parte de seus habitantes têm como objetivo causar pavor em crianças para gerar a energia necessária para abastecer uma usina que fornece energia elétrica à tal cidade. Os produtores, roteiristas, dubladores e o diretor imaginaram: trata-se de Monstros S.A. Mas e se substituírmos os monstros da usina por espíritos sofredores e malévolos e a geração de energia por obsessão e desejo de vingança? Teremos, então, a descrição de uma cidade do umbral, em tons de comédia. As crianças, fonte da energia que sustenta a cidade de Monstros S.A., também são vistos como O Inimigo: aqueles que não podem invadir o plano de existência daqueles que lhes causam sofrimento. Assim como no caso dos espíritos socorristas que volta e meia invadem o umbral para resgatar aqueles que estão fartos dessa rotina de vícios e perseguições. No caso, a invasora é uma menina apelidada por Sulley, o maior operário da "fábrica", de Bu! e precisa ser escondida por ele e seu parceiro de trabalho, Mike, até conseguirem localizar a porta do armário dela. Ao contrário do que deveria acontecer, ela o vê como alguém engraçado e que a faz rir. E suas risadas causam sobrecarga no sistema, chegando a estourar lâmpadas e causar curto-circuito em aparelhos eletrônicos. Após muitas peripécias e a descoberta que o dono da fábrica e o seu maior rival no placar da fábrica eram cúmplices em um plano para sequestrar as crianças para garantir fonte inesgotável de energia, finalmente Bu! vai para casa e sua porta é destruída no plano de existência dos monstros. Durante a jornada, surge o afeto do monstro pela menina, o que o faz sentir saudade dela, mesmo depois de aparentemente ter causado tantos problemas. E quando Sulley é obrigado a mostrar sua faceta assustadora, fazendo-a chorar, o vínculo entre eles o faz perceber seu ganha-pão de outra maneira. Ele imagina, a partir da reação de Bu!, quantas crianças fez sofrer ao longo de sua carreira. E, intimamente, não quer mais fazer isso. A convivência com Bu! fez com que se percebesse que a crise energética que a cidade sofria com a mudança no perfil das crianças poderia ser sanada mudando-se o foco, gerando e armazenando as risadas delas, em vez dos gritos de susto e choros. Monstros S.A. pode, dessa forma, ser entendida como uma metáfora da evolução espiritual, com a compreensão de que alcançaremos nossos objetivos não causando sofrimento, mas distribuindo alegria ao nosso redor. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
16/07/2006 22:56:04 Legalmente diferente Legalmente Diferente A SEJEST (Semana do Jovem Espírita do Tatuapé), realizada no período de 17 a 23 de julho de 2006 trata do tema "Somos todos iguais: Somos únicos", e tem como subtema "A diversidade e os padrões". Todos nós temos nossas qualidades, defeitos e potenciais a desenvolver. Mas os grupos aos quais aderimos, como preferências culturais (cinema, teatro, música, literatura), esportivas (tipo de esporte, time), tipo de local onde moramos ou estudamos e tendências políticas, filosóficas, comportamentais ou religiosas, sejam elas nossas, de nossos pais, amigos ou namorados(as) nos marcam diante daqueles que nos conhecem superficialmente, assim como fazemos às pessoas ao nosso redor. Assim, pertencer a uma determinada "tribo", com seu modo de vestir, agir, falar e pensar característicos, segundo a percepção de quem está de fora, pode gerar hostilidade de grupos majoritários ou em melhor condição sócio-econômica. É o caso de Elle Woods (Reese Whiterspoon), personagem principal de Legalmente Loira. Ela é o protótipo da patricinha, mais interessada nas festas e nos rapazes do que em estudar. Quando o namorado lhe dá o fora em vez do esperado pedido de casamento, e parte para Harvard, nossa amiga decide segui-lo, inscrevendo-se no curso de Direito e tornando-se colega de classe dele. A adaptação é difícil, mas ela aprende as regras do jogo e começa a se destacar como aluna e, depois, como estagiária. Dessa maneira, o enredo brinca com o conhecido estereótipo da "loira burra" reforçando-o no início, mas desconstruindo-o ao longo do filme. Neste processo, Elle descobre sua vocação e supera preconceitos de colegas e professores, conquistando-os com sua simpatia e seu jeito peculiar de ser. Por mais convictos que estejamos dos princípios espíritas, não podemos pôr a culpa de nossos problemas de relacionamento nas encarnações passadas ou na influência dos espíritos. Temos que levar em consideração a nossa educação atual, o que significa olhar mais de perto os valores e preconceitos que recebemos de nossa família ao fazermos uma avaliação pessoal. Quantas vezes antipatizamos com uma pessoa sem nem mesmo conversarmos com ela, só de a vermos? Podemos precipitadamente creditar essa antipatia à inimizade de encarnações passadas. Mas pensemos bem: uma das funções da reencarnação, através do esquecimento do passado, é a reconciliação. Senão, como haveríamos de evoluir, alimentando conflitos continuamente, aumentando o fosso de ódio e do ressentimento? Quando transpomos as diferenças e estabelecemos um relacionamento de respeito mútuo, podemos ser agradavelmente surpreendidos. E se tivermos nos afeiçoado a inimigos do passado sem o saber, teremos cumprido uma de nossas tarefas como espíritos imortais. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
29/03/2006 23:09:06 Clark, o supermédium Em um texto anterior, comentei as semelhanças entre alguns personagens do cinema e Jesus, entre eles o Super Homem. Para recordar, ele foi enviado do Alto(de outro planeta) por um pai amoroso que esperava que ele fosse um exemplo, um líder em seu planeta adotivo, devido às suas características únicas. Além disso, temos o número 12 envolvendo tanto o Messias quanto o super herói.
Há um episódio da vida de Jesus no qual ele foi encontrado aos doze anos debatendo com os sacerdotes do templo de Jerusalém, depois do qual nada se sabe a respeito dele até iniciar sua pregação. Clark, por sua vez, desaparece por doze anos(no filme com Christopher Reeve) do mundo. Segundo o filme, ele ficou esse tempo todo na Fortaleza da Solidão, aprendendo com seu pai biológico, Jor El.
Ambos, após esse período obscuro de suas vidas, retornam ao convívio social aos 30 anos, quando iniciam suas missões.
Os dois chamam atenção pelo seu comportamento e pelos seus poderes(mediunidade de cura, no caso de Jesus; poderes diversos, no do Super Homem.
O tipo de vida que eles levam é celibatária, apesar de haver interesses amorosos envolvidos(na visão do diretor Richard Donner) - Maria Madalena, no caso de Jesus(essa tese, para quem não sabe, é a principal do best-seller O Código da Vinci) e Lois Lane, no caso de Clark/Super Homem.
Os tipos de mediunidade relacionados aos poderes do Super Homem
Entre todos os poderes apresentados pelo Super Homem, quase todos podem ser comparados a diversos tipos de mediunidade, tanto de efeitos físicos quanto de efeitos inteligentes.
Vidência - Tanto a visão telescópica quanto a visão de raio x podem ser creditadas à clarividência. Só que, ao contrário da vidência mediúnica, o Super Homem não enxerga espíritos desencarnados. Ele apenas vê, como os nomes dizem, a longas distâncias e através de obstáculos(nesse caso, com exceção do chumbo).
Audição apurada - Pode-se creditar a superaudição a uma capacidade paracida com a dos cães, que ouvem apitos supersônicos, ou à mediunidade auditiva, na qual os médiuns que têm essa característica ouvem os espíritos. Só que neste caso também, se trata dos gritos de socorro das pessoas que precisam de sua ajuda.
Mediunidade de efeitos físicos - nessa categoria, podemos enquadrar o vôo(levitação), a visão de calor e o supersopro(congelante). A velocidade e a invulnerabilidade podem ser considerados formas de manifestação do fenômeno de transporte, estudo por Alexandre Aksakoff no final do século 19.
Outras questões sobre o Super Homem
O filme aborda, também a questão da sexualidade e das necessidades afetivas dos missionários.
Quando ele chega à entrevista marcada no terraço do apartamento da repórter, uma das perguntas que ela faz é se o herói tem necessidades. Ela olha, embevecida, hesita, e pergunta-lhe se ele come. Mas fica no ar, para os mais atentos, que a pergunta que ela queria fazer era outra.
Pouco depois do Super Homem deixar Lois no apartamento após o passeio - um vôo que parece ao mesmo tempo um sonho e uma cerimônia ou jogo de sedução, tanto por parte do Super Homem quanto de Lois - Clark bate na porta. Enquanto Lois vai pegar a bolsa, ele quase se desmascara, revelando assim o desejo de ter com quem compartilhar sua vida, sendo totalmente sincero com aquela por quem está apaixonado. Isso se revela em Jesus(segundo a interpretação de alguns) pelo fato de ter se apresentado a Maria Madalena após a crucificação.
Lex Luthor faz aqui o papel do diabo no período em que Jesus foi ao deserto e foi tentado por ele. A sua voluptuosa assistente, a srta. Taschmacker, faz aqui o papel da adúltera prestes a ser apedrejada, muitas vezes atribuído a Maria Madalena. Por fim, Kal El faz o papel de Adão, que é advertido por seu Pai(Jeová) após experimentar o fruto do conhecimento e muda os acontecimentos, trazendo de volta à vida seu amor. Para quem quiser comentar esse texto, acesse o blog www.cinemaespiritismo.blig.ig.com.br. Você, leitor, também terá oportunidade de ler artigos anteriores já publicados no Fala Meu! Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
14/03/2006 00:08:25 Cinema e Espiritismo Aqui vai um texto sobre cinema e Espiritismo que publiquei anteriormente em um boletim do Departamento de Mocidades Espíritas da União das Sociedades Espíritas Regional São Paulo - conhecido como Fala Meu! Ele não trata de filmes como Os Outros, Sexto Sentido ou Ghost, como seria de se esperar. Dêem uma lida e vejam se não viajei na maionese. Para quem não sabe, o lívre arbítrio, ou seja, a responsabilidade sobre os nossos atos, é uma das vigas mestras do Espiritismo
Marty x Exterminador – um estudo sobre o livre arbítrio
Um ponto importante da Doutrina Espírita é o livre arbítrio, ou seja, a responsabilidade que temos sobre nós mesmos e nossas ações. Ele está intimamente ligado à lei de causa e efeito, o que quer dizer que uma decisão que tomemos pode influenciar nossas vidas e as daquelas afetadas pelo nosso comportamento, como é visto no filme Efeito Borboleta. Temos em nossa sociedade visões diversas da importância desses itens intimamente ligados. Um extremo nos diz que nossos destinos estão traçados desde o nosso nascimento e que as decisões que tomamos são frutos desse determinismo. O outro declara que somos livres para tomar nossas decisões e teremos que arcar com as conseqüências delas. No cinema, temos as séries O Exterminador do Futuro (com Arnold Schwazenegger e Linda Hamilton) e De Volta Para o Futuro (com Michael J. Fox e Christopher Lloyd). A primeira trilogia nos fala de um andróide que é enviado três vezes ao século XX: na primeira, vem para matar a futura mãe do líder da resistência contra as máquinas, que dominam o planeta no século XXI. Só que John Connor envia em seu encalço um soldado para protege-la (e que acaba sendo o pai de seu chefe, um paradoxo temporal). No segundo e terceiro filmes, o andróide, reprogramado, é enviado para proteger John de modelos mais avançados que tentam mata-lo, já que a primeira missão falhou. No final dos dois primeiros filmes, Sarah (Linda Hamilton) viaja por uma estrada solitária, aparentemente de mão única, deixando entrever o pensamento por trás da série. Da primeira vez, ela se sente na obrigação de se preparar e preparar seu filho para o pior. Na segunda, após a destruição da pesquisa realizada, ela sente um relativo alívio, pois parece que o futuro foi mudado. Mas John cresce, e um novo par de exterminadores é enviado. Mas dessa vez o andróide interpretado por Scharzenegger vem não só para impedir que ele seja morto, mas que sobreviva ao holocausto nuclear. Apesar dos esforços no segundo filme, o destino foi cumprido e agora resta se preparar para enfrentar as máquinas que dominarão o mundo. De Volta Para o Futuro nos fala de ações que podem mudar vidas. Marty McFly (Michael J. Fox) vai parar acidentalmente em 1955 após testemunhar o assassinato de seu amigo e cientista maluco Doc Brown (Christopher Lloyd) por terroristas árabes. Lá, ele se encontra com seus pais na adolescência e desencadeia uma série de acontecimentos que, se não forem detidos, resultará na extinção de Marty e seus irmãos. Uma atitude tomada por George McFly no final do filme altera o presente do personagem principal e de todos ao seu redor. A viagem de Marty e sua namorada ao futuro para salvar seu filho permite a Biff Tannen (Thomas F. Wilson) entregar à sua versão mais jovem um almanaque de esportes que possibilita a criação de uma realidade alternativa, na qual ele é o todo-poderoso de Hill Valley. Para corrigir isso, nosso herói é obrigado a voltar a 1955 e rever de outra perspectiva ações em que ele esteve presente, como a participação na banda que tocou durante o baile. Há, neste momento duas versões de Marty e Doc Brown nesse período. Por fim, temos a descoberta de que Doc Brown foi parar no Velho Oeste e morreu assassinado por um ancestral de Biff. Para evitar que isso ocorra, ele resolve pedir ajuda da versão de seu amigo em 1955 para ir até 1885. Voltando ao presente, Marty deixa de participar de um racha e assim muda seu futuro. Ele resolve contar à namorada e futura esposa as aventuras por que passou e leva-a para ver os destroços da máquina do tempo. A série termina com uma breve visita de Doc, com um trem transformado em máquina do tempo. Quando Jennifer pergunta por que o fax apagou, ele lhe diz que isso aconteceu porque o futuro ainda não foi escrito e que é construído por nossas ações. Dessa maneira, verificamos que a dupla Marty e Doc Brown estão mais próximos da visão espírita de livre arbítrio e, conseqüentemente, da lei de causa e efeito. No próximo artigo, ainda trataremos de viajantes do tempo, mas abordando a reencarnação. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
14/03/2006 00:07:39 Viagens no tempo e reencarnação Para quem não conhece o conceito de reencarnação, é o seguinte: Deus nos criou simples e ignorantes, com um potencial de aperfeiçoamento. O que significa que temos uma longa trilha a percorrer. Como estamos em processo de aprendizagem, estamos sujeitos a cometer erros e "refazer os exercícios" até o conceito estar interiorizado em nós. Isso não se alcança durante o período de uma encarnação(a expectativa de vida no começo do século 20 era de cerca de 40 anos; atualmente os países mais desenvolvidos têm uma expectativa que pode chegar aos 80). Durante uma vida, podemos ser filhos, pais, avôs, tios, sobrinhos; podemos trocar de profissão de acordo com as necessidades e a disponibilidade; podemos até "trocar" de família, separando-nos dos maridos e mulheres; pode-se fazer até operação de troca de sexo(mas não é a mesma coisa que nascer como homem ou mulher, na minha opinião). Mesmo com todas essas possibilidades, há uma série de experiências pelas quais não passamos durante uma encarnação, mas que podemos ter passado ou que venhamos a passar, de acordo com a nossa necessidade de evolução espiritual.
A reencarnação e a metáfora da viagem no tempo
Meditando sobre as viagens no tempo sob a ótica espírita, cheguei à conclusão de que elas não são possíveis da maneira como são apresentadas na literatura e no cinema. Uma pessoa não pode viajar fisicamente a uma época distante no passado ou no futuro e gerar um paradoxo temporal, como visto na série De Volta Para o Futuro. Dentro do Espiritismo, esse paradoxo se daria devido à reencarnação. Uma pessoa não poderia viajar para um passado distante, pois aí poderia encontrar uma “versão anterior” de si mesma. Por mais diferentes que fossem, elas não poderiam coexistir, porque um espírito não se divide fisicamente. Ele pode projetar seu pensamento e transmiti-lo, ou gerar o fenômeno da bicorporeidade, na qual o corpo físico do ser encarnado se mantém consciente e a alma se desprende e se torna visível. Mas não é esse o caso. No caso da viagem ao futuro, haveria um hiato no qual o viajante do tempo deixaria de passar pelas encarnações necessárias ao seu progresso, podendo gerar uma sensação de não pertencer ao ambiente de chegada, que pode estar moral e intelectualmente mais avançado do que ele pode suportar. Mas a viagem no tempo pode ser analisada como uma metáfora da reencarnação, na qual pessoas de épocas diferentes passam por essa experiência e encontram conhecidos – amigos, inimigos, amores, com quem constroem uma relação de afinidade. Dentro dessa linha de pensamento, temos o soldado Gail vindo ao passado para proteger Sarah Connor e se tornar pai do futuro líder da rebelião contra as máquinas em O Exterminador do Futuro. Temos também as idas e vindas pelo tempo de Leopold e a viagem ao passado feita por Kate em Kate & Leopold, e por fim vemos em Linha do Tempo o arqueólogo que salva a irmã do comandante francês na Guerra dos Cem Anos e se apaixona por ela, mudando um fato histórico, acabando por ter um casamento longo e feliz na Idade Média, depois de ter nascido no século vinte. Os três filmes têm em comum a fascinação que os personagens das épocas visitadas causam aos viajantes do tempo, fazendo com que se estabeleça um elo romântico entre eles. Isso motiva Gail a viajar para o passado e se tornar o guarda-costas de Sarah, em um enredo circular, no qual ele recebe do filho uma foto dela emanando a tristeza pela morte do amor perdido; faz com que Kate decida viajar ao passado para, também em um enredo circular, ser fotografada pelo ex-namorado e ter a oportunidade de casar-se com Leopold; e, por fim, faz perceber a Marek que é ele o personagem encontrado no sítio arqueológico, enterrado ao lado da esposa (Lady Claire). Tudo faz crer que os viajantes do tempo simbolizam encarnações posteriores dos respectivos pares românticos, e esse recurso de ficção científica possibilita o “reencontro” de seus grandes amores. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
14/03/2006 00:06:50 Bourne e reencarnação A identidade Bourne, com Matt Damon, pode ser analisada como uma metáfora do (re)nascimento, ou seja, da reencarnação. Senão, vejamos: A primeira cena do filme é uma tempestade marítima, na qual se observam dois detalhes: um barco pesqueiro(fortemente ligado ao cristianismo - para quem não lembra, Pedro, considerado o primeiro papa, era pescador) e um corpo boiando. Neste último caso, a água tem uma ligação mítica com o nascimento por duas vias: por simbolizar a placenta e pela via do batismo. Depois do nosso misterioso personagem acordar, ele declara não se lembrar de quem é, porque está lá e porque foi encontrado baleado. No decorrer dos dias, ele lembra de ações mecânicas, como dar nós, ler, embaralhar cartas. Mais adiante o vemos se defendendo dos policiais que o acordam em uma praça da cidade suíça de Zurique e observando a movimentação ao seu redor para identificar qualquer sinal de perigo - o que podemos atribuir às qualidades e conhecimentos inatos. No banco suíço, ele encontra diversos passaportes com nomes diferentes, mas todos com sua foto, e ele diz pra si mesmo - sou eu! Mas qual desses nomes é o meu verdadeiro? Uma situação pela qual passamos quando nos deparamos com a reencarnação e não temos o embasamento espírita. Temos a perseguição de inimigos "desconhecidos" que querem prendê-lo ou matá-lo e pouco a pouco descobrimos que seu nome é Jason Bourne e que ele é um agente da CIA que fracassou em uma missão. Ao se deparar com seus inimigos cara a cara, ele recupera sua memória, descobre que passou por uma tomada de consciência que o levou a fracassar em sua missão e quase perder a vida. Ele acaba por rejeitar sua profissão, assim como o personagem de Arnold Schazzennegger o faz com sua personalidade anterior em O Vingador do Futuro. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
14/03/2006 00:05:47 Cinema e sexualidade - uma análise de Forrest Gump Em todas as áreas da realização humana, estão envolvidos, além dos conhecimentos técnicos, a biografia dos envolvidos: personalidade, preconceitos, cultura geral e o panorama social em que estão envolvidos. Dessa forma, temos os movimentos artístico-culturais e filosóficos que refletem cada época. Por exemplo, no século 16, temos o Renascimento da cultura greco-romana, com a experimentação das formas, em oposição à cultura medieval, de linhas retas e personagens ligados ao Cristianismo. Na literatura, no começo do século 19, temos o Romantismo, das paixões exacerbadas, de amores impossíveis ou o resgate do cavaleiro medieval como herói romântico.
No cinema, também temos os nossos movimentos culturais. O neo-realismo na Europa; o Cinema Novo, no Brasil e, atualmente, o Dogma 95, com uma série de filmes que fazem uma crítica ao american way of life.
Por mais que mudem as visões de mundo, há um tema que é abordado da maneira mais sutil à mais escabrosa, pela sua natureza: o sexo. É preciso ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, como diz a Bíblia. Não há dificuldade em perceber que um filme pornô respira sexo. Mas e os outros gêneros, do infantil ao terror? Existe alguma insinuação sobre questões sexuais, por menos corpos nus e gestos sensuais que haja em um filme?
Tomemos por exemplo Forrest Gump. É a história de um homem com uma leve deficiência mental que conta a história de sua vida enquanto espera um ônibus. Onde estão as cenas que abordam a sexualidade no filme?
Na entrevista com o diretor da escola pública da cidade, após o teste de QI de Forrest, ele pergunta à mâe dele(Sally Field): " Existe um sr. Gump, sra. Gump?" depois dela insistir em que o menino frequente a escola "normal", mesmo com um QI abaixo da média. Só com esta cena, podemos fazer um estudo sobre o assédio sexual.
Como se não bastasse o assédio, temos o abuso de menores ou pedofilia, na figura de Jenny, o amor da vida de Forrest. Em certa ocasião, ela foge para o meio da plantação, rezando a Deus que vire um passarinho e possa voar pra bem longe dali, enquanto ele(Tom Hanks) narra: "O pai da Jenny era muito carinhoso com ela e suas irmãs, e ficava sempre abraçando e beijando elas. Até que um dia a polícia veio dizer que ela não precisava mais morar com o pai". Vemos depois disso, o envolvimento da mocinha do filme com a indústria pornográfica, caindo em bordéis onde tocava violão nua, envolvida com o movimento hippie e os Panteras Negras, participando dos loucos anos 70 até o momento de aceitar o amor do personagem principal do filme e ter um filho dele. E ser uma das primeiras vítimas da AIDS.
O filme tem algumas cenas diretamente ligadas ao sexo, como a transa entre a mãe de Forrest e o diretor da escola, que rende uma cena escatológica, na qual o menino imita os gemidos da relação sexual, o encontro entre Jenny e Forrest na faculdade após ele tê-la "defendido" do acompanhante dela e noite em que eles passam juntos e geram Forrest Jr.
Apesar de ser muito mais discreto do que uma comédia sobre peripécias sexuais como a série American Pie, Forrest Gump aborda temas vinculados ao sexo e, como podemos ver no caso de Jenny, essas questões são parte integrante da construção da personagem. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
14/03/2006 00:05:03 O INVASOR: UM ESTUDO SOBRE A OBSESSÃO O filme de Beto Brant conta a história de dois sócios que decidem eliminar o terceiro, pois ele atrapalha o crescimento da empresa, por negar-se a participar de negociatas. Para isso, contratam Anísio (Paulo Miklos, em sua estréia como ator). Depois do acordo, Giba (Alexandre Borges) leva Ivan (Marco Ricca) para uma casa noturna e revela a ele ser o proprietário do negócio, chocando o cúmplice. Mesmo assim, ele é seduzido pelo ambiente e passa a ser freqüentador do local. Depois que o serviço é feito, Ivan se impressiona com a canastrice do amigo quando ambos recebem a notícia da morte do sócio. A vida de ambos retornaria à rotina após o período de luto, se o matador de aluguel não aparecesse na empresa para receber o restante do dinheiro pela entrega da encomenda. E resolvesse “mudar de vida”, prestando “assessoria de segurança” para a dupla de empresários. Com a possibilidade de descoberta do crime pairando sobre suas cabeças, os dois se vêem forçados a aceitá-lo convivendo com os empregados e se metendo como se fosse também dono do negócio. Ivan, que era o “certinho” da turma, começa a se desestruturar. Arruma uma amante (Cláudia, personagem de Malu Mader) e acaba com o casamento. A gota d’água é ver Anísio junto com Marina (Mariana Ximenes) e ler nos jornais que uma outra pessoa que atrapalhava os negócios deles foi morta. Então ele arruma uma arma e passa a ter um comportamento neurótico, sentindo-se ameaçado pelo próprio sócio. Ao compararmos o enredo do filme com o processo obsessivo, verificamos que os empresários abrem uma brecha (a contratação do matador de aluguel) para que suas vidas se tornem um inferno. Anísio (Paulo Miklos) se comporta como o espírito que atende ao chamado de alguém que quer ser médium a qualquer custo (ver O Livro dos Médiuns, capítulo XVII, item 212 – Da formação dos médiuns) e acha que, após a realização do “serviço”, a relação está encerrada. O transtorno, visível no personagem Ivan, serve como metáfora de alerta para aqueles que pretendem brincar com o crime – ou com os espíritos. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
14/03/2006 00:04:21 As diversas máscaras de Jesus Nesta data que se tornou tão especial para o mundo cristão, vale a pena dar uma olhada no texto abaixo, em que analiso personagens inspirados em Jesus.(Publicado originalmente no blog espiritaesperantista.zip.net em 25/12/2005)
Para uma pessoa afeita às aparências,é fácil descobrir filmes nos quais Jesus e outros personagens bíblicos são retratados. Para isso, basta verificar o título, a sinopse e os nomes dos personagens. Temos aí as versões mais convencionais, extraídas dos evangelhos e do Velho Testamento, e outras versões, como “A última tentação de Cristo” (no qual Jesus delira sobre uma possível vida junto com Maria Madalena, enquanto agoniza na cruz - e que pode ser uma das fontes de inspiração do best seller O código Da Vinci), “Jesus Cristo Superstar” (baseado em uma peça da Broadway) e o mais recente “A Paixão de Cristo” (uma visão sádica dos que foram os últimos momentos de Jesus encarnado). Mas existem os filmes nos quais os personagens são inspirados nas histórias bíblicas, podendo mesclar características de duas ou mais figuras. Alguns deles inclusive foram comentados pela imprensa especializada e cultural. Neo e o filme “Matrix” foram analisados pela revista Superinteressante e o Super Homem (sim, ele!) na revista Set, comemorativa dos 25 anos, da versão estrelada por Cristopher Reeve. Apesar de poder remetê- lo, leitor, a essas publicações, vou analisá-los. Além destes, vou falar um pouco sobre Trevor, personagem de A Corrente do Bem. Super Homem, Jesus disfarçado? Relembremos a história: um pai amoroso (Jor El) descobre que seu planeta está agonizante. Ele alerta os governantes, que não o ouvem. Então, decide salvar seu único filho, que terá poderes extraordinários ao viver na Terra, local com seres de aparência semelhante à deles. Ao chegar ao nosso mundo, ele é adotado por um casal sem filhos (remetendo a situação de Martha Kent ao de Nossa Senhora). Passa um período na Fortaleza da Solidão, preparando-se para sua missão. Ao fazer sua estréia, demonstra poderes extraordinários, utilizados para a prática do bem. Tem um demônio (Lex Luthor) que o tenta com uma proposta de sociedade e que tenta destruí-lo. Temos também Maria Madalena (Lois Lane), por quem Clark / Super Homem nutre uma paixão platônica, dada a natureza de sua missão. Neo, um messias relutante. O personagem de Keanu Reeves pensa que está vivendo em 1999. Hacker, ele utiliza o codinome de Neo (Novo), que é um anagrama de One (Um). É contactado por um grupo liderado por Morpheus, que procura o enviado: a pessoa que os livrará do sistema Matrix, um computador vivo que utiliza os corpos humanos como baterias. A história remete também ao mito da caverna, contado por Platão em sua obra “A República”. Neo tem dúvidas quanto a ser o escolhido, mas à medida que ele treina, vai ganhando confiança. O comandante da Nabucodonosor faz o papel de João Batista, temos uma Maria Madalena(que se apaixona por Neo) e um Judas Iscariotes. A última (e espetacular) alusão a Jesus, deixo aos leitores para que observem. Tanto no Super Homem quanto em Neo, observamos uma característica agregada a Jesus pela Igreja e que era esperada pelos hebreus na época de sua vinda: o líder guerreiro. Trevor: onde a mensagem aparece. Trevor (Haley Joel Osment) é um menino de 11 anos com pais alcóolatras e encontra um João Batista na figura do professor de Estudos Sociais (interpretado por Kevin Spacey) que propõe um desafio: o que podemos fazer para mudar nosso mundo para melhor? Uma passagem pelo depósito de lixo e o encontro com Jerry (um viciado em drogas sem teto) fazem brotar a idéia da ‘corrente do bem’ que dá nome ao filme. Ao longo dele são apresentados personagens que foram beneficiados pela corrente, até chegar à fonte. Alcóolatras, ladrões, pessoas com problemas de saúde, empresários e suicidas são alguns exemplos. A mensagem é simples, profunda e, como Trevor descobre, às vezes muito difícil de seguir: fazer o bem a três pessoas depois de receber o benefício. O mesmo professor acaba tendo seu momento de João Evangelista e temos no final uma cena que remete à escada de Jacó. Para quem assistir ao filme procurando tais conexões, essa pessoa encontrará muito mais referências. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
14/03/2006 00:01:47 Uma visão multiespírita do Homem Aranha O Homem Aranha(2000) é o meu paradigma de filme aparentemente sem relação com a Doutrina Espírita, mas que, sob uma análise mais atenta, revela nuances que eu espero descrever com propriedade neste artigo . O filme é uma salada bem temperada de aspectos fundamentais do Espiritismo: o moral, o fenomênico e o de relações com os espíritos. Tanto a interpretação quanto os feitos especiais ajudam a compreender melhor cada um deles. A omissão, causa e efeito, o homem de bem Peter é levado por um desejo egoísta após adquirir seus poderes, a usá-lo na obtenção de dinheiro para compra de um carro e facilitar a conquista da garota de seus sonhos (Mary Jane). Ao ser enganado pelo dono da arena de luta-livre, ele tem a oportunidade de deter o ladrão que roubou a féria do dia, mas deixa-o passar. Ao voltar para a biblioteca, onde deveria encontrar seu tio Bem, encontra-o moribundo. Peter, ou o Homem Aranha, como o chamou o locutor da arena, parte em busca do assassino de seu tio, para no final descobrir que era o mesmo ladrão a quem facilitara a fuga. Corroído pela culpa, ele parte para o combate ao crime. Isso remete à questão 642 do Livro dos Espíritos: É suficiente não fazermos o mal para agradarmos a Deus e assegurarmos nosso futuro? E a resposta: Não. É necessário fazermos o bem no limite de nossas forças; porque o homem responderá por todo o mal gerado pelo bem que ele deixou de fazer, o que é traduzido pelo pai adotivo de Peter: “Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. E o Homem Aranha compensa uma atitude impensada e imatura que gerou um desastre observando as características do homem de bem, como descritas no Evangelho Segundo o Espiritismo. Mediunidade em ação O sentido de aranha nada mais é do que a clarividência em ação, da maneira como é descrito no filme. Logo após jogar involuntariamente sobre Flash Thompson a bandeja de comida, Parker vai até o armário, onde tem a visão de um punho indo em sua direção em câmera lenta . Ele se desvia, evitando o golpe. Há um outro momento em que fica evidente a clarividência, mas deixo ao espectador o trabalho de descobrir. Obsessão Observe atentamente a cena após o atentado na feira (estréia do Duende Verde), em que Norman Osborn se espanta ao descobrir que os diretores de sua empresa - o mesmo grupo que votou pela venda do conglomerado - foi morta durante o evento pelo Duende Verde. O diálogo entre Osborn e o Duende explicitam um dos mecanismos utilizados pelos obsessores: a sedução através dos vícios presentes no caráter do obsedado - no caso, a ânsia pelo poder. Quaisquer obras, analisadas sob a ótica de nossa experiência de vida - o que abrange nossa formação profissional, familiar, moral, religiosa, filosófica - podem servir como exemplos para aquilo que queremos abordar. Para isso, é preciso que sempre estudemos e que tenhamos um olhar atento para o mundo. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
14/03/2006 00:01:04 Uma visão mais ampla do que os fenômenos espíritas Este foi o primeiro texto que enviei para a coluna Cenário Cine, do boletim Fala Meu, do Depto de Mocidades da USE Regional São Paulo, e o segundo a ser publicado. Aqui esboço o projeto que tenho em mente para a coluna. Para aqueles que não entenderam o porquê de tais análises, talvez este texto ajude. Um abraço a todos os leitores, Edgar Massaaki Egawa
Todos os tipos de Arte criados e desenvolvidos desde o inicio da trajetória humana na Terra têm refletido ou transcendido o espírito de cada época a que estão ligados seus expoentes ou simples representantes. Assim foi da Antiguidade Clássica para a arte Gótica, representativa da Idade Média, e desta para o Renascimento, o Barroco, o Romantismo, o Realismo e o Modernismo . A religião, a filosofia, a psicologia, os sistemas econômico e político vigentes na época da produção das obras de arte estão entre os fatores que influenciam as características estéticas e literárias do período. Isso acontece com o cinema também. Ele reflete o período em que o filme é realizado, ou busca refletir sobre a época retratada, como em filmes como Nascido em 4 de julho e Platoon, que retratam a Guerra do Vietnã, ou os diversos filmes de época, como os faroestes e filmes sobre o Império Romano. Os filmes de ficção científica se prestam a metáforas da época em que são realizados, como Blade Runner e O Exterminador do Futuro, que retratam uma difícil convivência entre humanos e máquinas - reflexo da intensa substituição de mão de obra humana . O inverso, depois de um período de adaptação, é retratado em filmes como AI - Inteligência Artificial, e O Homem Bicentenário. Mas você, que é espírita, se pergunta o que isso tem a ver com Espiritismo. O cinema, como o livro, a pintura, a escultura, a obra arquitetônica, são produtos culturais. E como tal, pode ser analisado e entendido à luz da Doutrina . Temos exemplos de relações diretas, como em Ghost, O Sexto Sentido, Os Outros, para citar os mais famosos e explícitos. Mas como O Espiritismo não trata só dos fenômenos mediúnicos, há muitos outros temas presentes nos filmes, na Doutrina e na vida . A caridade, o amor ao próximo, a vingança, o orgulho, o desenvolvimento espiritual, a pena de morte, o arrependimento e a expiação dos erros são alguns dos assuntos que são abordados nas películas e nas obras kardequianas, de Emmanuel, André Luiz, Bezerra de Menezes... Podem ser abordados de forma mais ou menos explícita, de maneira tendenciosa(de forma a garantir a adesão do assistente à visão do cineasta) ou o mais isenta possível. O filme todo pode ser sobre um tema que consideramos espírita, ou apenas algumas cenas. Ou o título pode ser multifacetado e apresentado de tal maneira que um desatento cinéfilo espírita pode não perceber à primeira vista as relações entre a obra e o Espiritismo. Alguns dos filmes abordados podem ser entendidos à luz da Doutrina metaforicamente, o que quer dizer que algumas interpretações podem parecer forçadas à primeira vista. Haverá ocasiões em que falarei de reencarnação, vida após a morte e mediunidade sem que estes termos sejam citados no filme ou façam parte de seu contexto original. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
13/03/2006 23:59:36 Existe um bom obsessor? O filme Por um Fio (Phone booth), estrelado por Colin Farrel (Alexandre), Forest Whitaker e Kiefer Sutherland (do seriado 24 horas), é uma dolorosa jornada rumo ao auto conhecimento. Além disso, o suspense remete à situação do espírito endividado que vai para o umbral, passa por uma reavaliação de sua encarnação anterior e tem a oportunidade de reencarnar. O publicitário Stu Shepard é um grande mentiroso, sem credibilidade nos meios jornalístico e artístico. Casado, ele sente atração por uma aspirante a atriz e telefona para esta todos os dias da mesma cabine telefônica, apesar de ter vários celulares. No momento em que vai ligar mais uma vez para a amante, ele tira a aliança. Alguns minutos depois, um entregador tenta lhe passar a encomenda de uma pizza “para o homem que estiver na cabine telefônica”. Depois de desligar, o telefone toca. Stu atende, e a voz do outro lado diz a ele que não poderá sair da cabine. Começa a tortura psicológica, impedindo-o de sair. Quando o boneco vendido pelo camelô é destruído pelo tiro de aviso, o nosso personagem percebe que o seu interlocutor está falando sério. As prostitutas, que querem usar o telefone, tentam tirá-lo de lá, sem sucesso. O cafetão atravessa a rua e tenta tirá-lo à força e é baleado. O publicitário torna-se suspeito do assassinato. A polícia e as redes de tv são chamadas, e arma-se o circo. A tensao crescente e a presença da esposa e da amante fazem com que o atirador obrigue Stu a fazer um exame de consciência, que culmina na confissão que deixa a todos atônitos. Vê-se, entretanto, que as circunstâncias fazem com que a mulher se predisponha a perdoar o marido infiel, mesmo depois de ser apresentada à amante dele. Em um gesto desesperado (na posição de cruz), Stu finalmente pega a arma que seu algoz tinha colocado no teto da cabine telefônica, para evitar que o atirador misterioso matasse sua esposa ou qualquer outra pessoa na rua. O interlocutor de Stu exerce os papéis de obsessor e consciência, forçando o personagem a revelar seus vícios e fraquezas, a título de batismo. O processo de autoavaliação e consequente confissão fazem com que Stu aceite um destino que lhe parece agora inevitável. A pergunta que fica ao final do filme: existe um bom obsessor, ou que tenha boas intenções? Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
13/03/2006 23:57:51 O silêncio dos Cordeiros Para quem conhece inglês e cinema, sabe que se trata de uma tradução literal de O Silêncio dos Inocentes(The Silence of the Lambs). Mas por quê o Brasil optou por essa adaptação? Se não, vejamos: O filme é classificado na categoria suspense. Os menos atentos podem dizer que isso se deve ao desaparecimento da filha da senadora e a corrida contra o relógio para salvá-la. Mas se prestarmos atenção, o foco está na agente do FBI em treinamento Clarice Sterling(Jodie Foster) e sua relação com o psicopata Hannibal Lecter(Anthony Hopkins), ambos magistrais. A cena de abertura mostra Clarice em treinamento num campo de provas, vestindo um moleton que esconde suas formas, tornando-a assexuada, ao contrário de dois outros papéis dela - em Taxi Driver, ela faz a prostituta mirim "salva" por Robert De Niro, e em Acusados, ela usa e abusa de decotes e saias curtas, provocando a libido dos homens em um bar que a estupram. Sua corrida é interrompida para avisá-la de que o chefe do Departamento de Ciência Comportamental quer falar com ela - dois sinais sutis de que há algo errado quanto à maneira com a qual ela lida com sua sexualidade. Ela é designada para visitar o "canibal" Hanibal Lecter, um ex-psiquiatra que devorava suas vítimas e fazer uma pesquisa sobre o perfil dos psicopatas. Chegando ao manicômio, o diretor da instituição lhe dá uma cantada, mas a agente Sterling escorrega dela como de uma mão boba. Ao entrar no corredor que leva às celas, um dos pacientes, Miggs, diz "sentir o cheiro de seu sexo". Quando a candidata a agente do FBI se depara com o objeto de sua pesquisa, Hannibal observa-a com um certo prazer cruel. Durante sua primeira conversa, ele percebe, pela beleza de sua entrevistadora, que ela foi alvo do assédio dos rapazes desde o início da adolescência, o que ela admite, contrariando a orientação de não contar nada de pessoal. Além disso, insinua uma atração sexual entre a visitante e seu superior hierárquico. Depois de dar uma dica sobre onde estão guardadas suas coisas, o criminoso recebe uma segunda visita da bela agente e se dispôe a ajudar na captura de Buffalo Bill, um serial killer que tira a pele de suas vítimas, todas mulheres gordas. Nesse meio tempo, ele captura mais uma mulher, que por acaso é filha de uma senadora do Tenessee. Nesta segunda visita, ela conta sobre a morte de seu pai, quando ela tinha dez anos. Infelizmente, o diretor do manicômio grava a conversa entre ambos e descobre o blefe de Sterling, procurando obter dividendos pela captura de Buffalo Bill. A agente é afastada do caso, mas mesmo assim vai a Memphis entrevistá-lo. Consegue outra dica de como encontrar o assassino e conta a ele sobre o período na fazenda da prima e sobre o momento em que ouviu "gritos parecidos com os de crianças" e "viu o abate dos cordeiros". Aqui, entra uma relação com o Cristianismo, pois sabemos que Jesus é também conhecido como o "Cordeiro de Deus", oferecido em sacrifício pelo bem da Humanidade. O abate dos cordeiros pode ter sido literal, mas como envolve um casal adulto amparando uma criança de outra família, há uma chance de estar subentendida a possibilidade de Clarice ter sofrido abuso sexual no período em que morou na fazenda e que a morte dos cordeiros signifique a morte de sua inocência, ou a perda de sua virgindade(são mostradas cenas de Clarice criança mas nenhuma passada na fazenda). E a frase de Hannibal ressalta essa possibilidade: "Ninguém foge de repente". Ela tenta fugir com pelo menos um carneiro, para salvar sua vida, mas não é bem sucedida, e o bichinho também é abatido. Enquanto isso, vemos Buffalo Bill costurando mais um pedaço de pele, se maquiando e com trejeitos femininos, enquanto sua vítima chora, desesperada, dentro de um poço interno. A agente Sterling descobre que o criminoso conhecia a primeira vítima e vai atrás de pistas, chegando ao filho da costureira, que se esconde por trás da identidade falsa de comprador da casa. Quando a mariposa da morte(cujo casulo foi encontrado dentro da garganta de uma das vítimas) pousa sobre um dos rolos de linha, ela percebe que está diante do assassino. A maneira como a musa do psicopata cumprimenta seu chefe após a entrega dos distintivos reforça o quanto a nossa heroína é reprimida sexualmente devido aos traumas sofridos na infância. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
13/03/2006 23:56:54 Filmes sobre sexualidade Há uma série de filmes que abordam a sexualidade, de maneira mais ou menos explícita, mesmo não sendo pornôs. Uma comédia romântica, um desenho animado, um filme de suspense podem conter elementos se não eróticos, que façam referência à sexualidade. Como foi comentado sobre o filme O silêncio dos Inocentes, de três dos filmes mais conhecidos da atriz Jodie Foster, o papel da agente do FBI Clarice Sterling foi o que conteve menos apelo sexual, apesar de uma referência explícita.
Outras obras podem ter sentidos ocultos além das cenas evidentes, ou podem ser encaradas dessa maneira por parte de grupos restritos, como a comunidade gay, que viu na cena final de Casablanca(com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman) uma prova de que Ricky acabou tendo um relacionamento com o chefe de polícia da cidade. os também citações ao incesto no primeiro De Volta Para o Futuro, a questão do ficar em Outono em Nova York, o aborto como fio condutor em Regras da Vida, o abuso sexual em A Cor Púrpura, o adultério em Por um fio e em Alto controle, a impotência em À Espera de um Milagre, a diferença entre paixão e amor em Encontro Marcado, o questionamento dos padrôes de beleza em O amor é cego, o amor não correspondido em E o vento levou... Além desses exemplos, temos filmes que falam sobre o aflorar da sexualidade, como A Primeira Noite de um Homem, um dos primeiros filmes de Dustin Hoffmann, a inversão de papéis, como em Victor ou Vitória(com Julie Andrews, a Noviça Rebelde), Tootsie(novamente com Dustin Hoffmann) e Uma Babá Quase Perfeita(com Robin Williams), cada um com suas características e com os motivos particulares dos personagens que se travestiram. Temos como exemplos sobre sexualidade desequilibrada, Proposta Indecente, com Demi Moore e Robert Redford, Assédio Sexual, com a mesma atriz e Michael Douglas(em que um subordinado é acusado de assediar a chefe, quando o mais comum é o inverso), Atração Fatal, com Glenn Close e 9 e 1/2 semanas de amor, com Kim Basinger e Mickey Rourke. Temos a exaltação do homem viril e sedutor na pele de James Bond, que em cada missão encontra uma bond girl. O tango e o duelo entre Antonio Banderas e Catherine Zeta-Jones em Zorro foi nada mais que um jogo de sedução, em que inclusive a mocinha teve suas roupas cortadas pela espada do cavaleiro mascarado, numa referência ao mesmo tempo disfarçada e explícita à perda da virgindade. Alguns leitores poderão desconfiar quanto à relação entre o tema sexualidade e a Doutrina Espírita. Mas se observarmos as obras de Kardec, um dos capítulos do Livro dos Espíritos é dedicado à lei de reprodução. São levantadas questões sobre casamento e celibato, aborto e educação dos filhos, a formação da família, entre as várias questões que são abordadas. No Céu e o Inferno, temos o depoimento de um homem que se suicidou porque a noiva rompeu o compromisso. Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco psicografaram obras que abordam questões relativas à sexualidade, como tema principal ou como capítulos de livros. O Departamento de Mocidades da USE(São Paulo) realizará a 8a Comjesp - Confraternização de Mocidades e Juventudes Espíritas em Rio Claro, durante o feriado da semana santa, com o tema Sexo: não reprimir nem aviltar - educar. Os textos analisando filmes sob a ótica da sexualidade buscam oferecer subsídios para os inscritos no evento, mas não somente para nós. É para todos que buscam uma atitude mais sadia diante da relação sexual. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]
13/03/2006 23:53:17 Alfie, o solitário Trata-se na verdade do filme Alfie, o sedutor, com Jude Law no papel-título. Ele é um motorista de limusine que não gosta de se ligar afetivamente a ninguém. Atraente, tem seus casos esporádicos, e quando percebe que a relação está ficando séria, afasta-se.
Mesmo assim, tem uma âncora, um consolo, para quem volta após um desses rompimentos: uma mâe solteira interpretada por Marisa Tomei. Só que ela está cansada desse jogo, e decide pôr um fim nele, impedindo-o de entrar no apartamento. A justificativa que ela apresenta é o fato do filho ficar magoado cada vez que Alfie desaparece, mas ela está dando voz à sua própria frustração.
Em certo momento da história, ele se envolve com a namorada de seu melhor amigo e a engravida, num momento em que ela estava fragilizada.
Aos poucos, ele percebe o quanto seu comportamento magoa as pessoas e procura por um relacionamento mais estável. Ele encontra uma milionária solteira, cinquentona e sexy(Susan Sarandon), com quem começa a se envolver emocionalmente. Acha que encontrou alguém com quem possa compartilhar o resto de sua vida, mas é surpreendido pela descoberta de que eles tinham em comum a filosofia de vida de Alfie ao começo do filme.
A história acaba com o personagem principal sozinho, mas desta vez não por opção própria, deixando uma melancólica mensagem aos que buscam relacionamentos superficiais.
Outono em Nova York, com Richard Gere e Winona Ryder, trata do mesmo assunto, mas com um tratamento redentor.
Gere faz um sedutor dono de restaurante que encontra a filha de uma amiga que foi apaixonada por ele. A personagem, vivida por Winona Ryder, faz a festa de aniversário no restaurante dele. Interessado na garota, ele procura saber mais sobre ela, descobrindo que ela faz chapéus.
Ele encomenda um chapéu para alguém com uma cabeça do mesmo tamanho dela, e no dia da entrega, ela descobre que é a presenteada e acompanhante dele.
Mas ela tem uma doença grave, que pode matá-la a qualquer momento. À medida que se envolvem, Will percebe que está cruzando a fronteira entre a atração sexual e o amor. Isso o assusta, a ponto de manter o hábito de transar com outra mulher. Isso gera um desentendimento entre os dois, mas Charlotte o perdoa. Ele a convence a se submeter à cirurgia cardíaca, caso sofra um desmaio, que acontece no Natal. No hospital, ao ser chamado para quarto de Charlotte antes da cirurgia, ele lhe recita uma poesia, fazendo com que ela lhe pergunte: o que foi que eu te fiz? Will responde que está destruído para as mulheres, pois não conseguirá amar nenhuma outra além dela. Charlotte, em sua sabedoria nascida da dor, lhe diz que na verdade o salvou para elas. O dono de restaurante, que fugia dos compromissos afetivos como o diabo foge da cruz, acabou conquistado por alguém que acabou abandonando-o(mesmo que contra a vontade) e por quem lutou até o fim. Ambos os filmes refletem o amadurecimento afetivo de dois homens charmosos, mas infiéis, e que encontram em seu caminho questionamentos sobre suas atitudes e sobre o verdadeiro significado da vida. Enviado por: Edgar USE [ Editar ] | [ Excluir ]