Danielle Santino é uma terapeuta
que descobre que seu marido a trai com várias mulheres. Devido a isso, ela pede
o divórcio e tem seu estilo de vida comprometido pelo processo, devido ao
cancelamento da conta corrente e dos cartões crédito.
Para sustentar a ela e seus dois
filhos, ela precisa aumentar a clientela. Numa noite em que sai com sua melhor
amiga, conhece o técnico assistente Matthew Donnally, do time de futebol
americano Hawkes. Após uma sessão bem-sucedida de hipnose para parar de fumar,
ele sugere seu nome para o técnico, a fim de fazer com que o quaterback Terence
TK King consiga receber as bolas, que tem deixado escapar desde que foi
contratado pelo time. Esse é o episódio piloto de Necessary Roughness, no qual
a personagem começa a atender celebridades por acaso e torna isso seu ganha-pão
após o divórcio.
Essa é a premissa do seriado Necessary Roughness.
Essa é a premissa do seriado Necessary Roughness.
Há um mal entendido inicial e
choques entre a terapeuta e seu paciente, assim como dela com o técnico. Após
uma sessão especialmente tensa, TK desaparece. Ele é encontrado em uma boate de
strip-tease em Atlantic City, para onde a doutora é levada às 4 da manhã. Após
ela conseguir entrar, eles conversam sobre o divórcio dela e o quanto isso a
deixa com raiva.
Então, o jogador faz a pergunta
central do episódio: “Como alguém deixa de ter tanta raiva”. Após um momento de
reflexão, a dra. Dani responde com uma única palavra: “perdoando”.
Terence cresceu com um histórico
de abuso e abandono, sendo o ápice dele a morte da mãe por overdose e a
transferência para um orfanato. Apesar de não sair com ela, ele reflete sobre o
assunto e pede-lhe para visitar o túmulo da mãe.
Chega a noite do jogo, e a
torcida não tem boas expectativas em relação a TK. Exceto a terapeuta e seus
filhos. O jogador entra em campo, ele consegue receber o primeiro passe e marcar o
ponto.
Há dois mil anos, Jesus disse
“perdoa setenta vezes sete” a Pedro. E essa é uma lição que muitos de nós nem
temos interesse em como aprender e aplicar em nossas vidas. Durante séculos
após o advento do Cristianismo e da aceitação dos poderosos à religião, o
orgulho, disfarçado de honra, foi exaltado, gerando os duelos, os conflitos
coletivos, os suicídios.
O perdão, apesar de estar no Novo
Testamento, foi considerado um gesto de fraqueza. Durante muito
tempo, o conflito foi causado pelo estar certo ou estar errado, e o diferente
era visto como o errado. Hoje, o respeito ao próximo está se difundindo cada vez
mais, o que significa uma reação cada vez mais barulhenta do pensamento
conservador, mas um tipo de barulho que cada vez mais incomoda em vez de fazer
as pessoas refletirem
No Livro dos Espíritos, na
questão 918, são citadas as características do verdadeiro homem de bem. O
antepenúltimo parágrafo fala sobre a indulgência sobre as fraquezas (defeitos)
dos outros. E o seu complemento é o parágrafo seguinte:
“Não é vingativo: a exemplo de
Jesus, perdoa as ofensas para não se lembrar senão dos benefícios, porque sabe
que lhe será perdoado assim como tiver perdoado” (tradução de José Herculano
Pires, Editora EME, 1996).
Tudo bem para as faltas leves,
pode pensar o leitor; mas e para os casos mais graves, como um assassinato de
um ente querido ou o seu próprio? O mais famoso caso de perdão aos assassinos
está no próprio Evangelho, de Jesus aos seus assassinos e à multidão que
aplaudia sua crucificação, com a frase “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que
fazem”. Muitos de nós não nos sentimos capazes de tal gesto, e há pais que
declaram que “matariam quem fizesse mal a seus filhos”, tendo em geral a
concordância de seus ouvintes.
Gandhi, por outro lado, declarou
que nunca teve necessidade de perdoar porque nunca se sentiu ofendido. Quantos
de nós podemos dizer o mesmo?
Estudos demonstram que sentimentos negativos como a tristeza e a raiva, se cultivados por um tempo prolongado, podem levar a doenças como a depressão, a hipertensão e até mesmo o câncer. Então de que servem o ressentimento e a mágoa que cultivamos ao nos sentirmos ofendidos?
Desde que Jesus nos fez o apelo
ao perdão, o ser humano tem ampliado seu entendimento sobre essa valiosa
ferramenta de nossa evolução espiritual. Hoje, os mais esclarecidos entendem
que perdoar não é só uma opção; é uma necessidade caso queiramos ter uma vida
plena e feliz.
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